23 de novembro de 2009

Uma fatia do meu bolo...

Se a minha vida fosse um bolo, seria assim: várias camadas, fofinhas, intercalando gènoise branca e de chocolate, uma delicada geléia caseira de damasco, trufa de chocolate com morango e aquele creme que só mãe sabe fazer, aquele com leite condensado, creme de leite, açúcar e amido de milho (aquele que vale para qualquer coisa, bolo, pavê, falso sorvete). A cobertura seria de brigadeiro... branco e preto e cheio de confetes, estrelinhas e corações.
Pois então, hoje começo a servir algumas fatias aqui, e quando dermos conta vocês me conhecerão bocado a bocado.
Cozinho desde que me conheço por gente, quando "ajudava" minha tia Mônica a fazer bolo (leia-se ficar ao lado da batedeira esperando a hora de lamber a tigela). Devia ter uns 6 anos. Lembro-me do pastel de feira aos domingos, do rolinho de presunto e queijo para acompanhar o arroz com feijão feitos pela minha vó, minha mãe fazendo bolinho de chuva quando muitas vezes nem chuva tinha... aí, lembro que lá pelos meus 11 anos fiz uma torta de frango com catupiry, com massa podre, e essa torta foi um dos lanches de uma viagem para o Mato Grosso do Sul, naquelas intermináveis horas de estrada. A tal torta ficou tão boa, tão boa, recebeu tantos elogios que comecei a acreditar que poderia passar mais tempo na cozinha, onde estou até hoje! Estudei gastronomia, trabalhei em vários lugares, dou aulas e coordeno, há pouco mais de um ano, um Espaço Gourmet dentro do clube Hebraica, em São Paulo. Já são seis anos nesse caminho e acho que estou decorando bem meu bolinho...
Até!

Nenhum comentário:

Postar um comentário